Mais um caso de abandono Patrimonial, Adivinha só qual...
"O Museu "Major Novaes" está localizado no prédio da Fazenda Boa Vista, a "célula mater" da cidade de Cruzeiro. Nele encontram-se conservados móveis, objetos relacionados à casa do patrono e de famílias de cafeicultores do século XIX, o arquivo particular da Fazenda Boa Vista, contendo cartas enviadas pela família imperial e um amplo arquivo histórico.
Quem visita o Museu encontra documentos raros e preciosos para a História da cidade de Cruzeiro e das demais cidades do chamado " Vale Histórico", como Lavrinhas, Queluz, Silveiras e Bananal. Seu acervo têm atraído pesquisadores da região e das grandes universidades do país.
O imóvel hoje denominado Solar Novaes, Fazenda da Boa Vista, foi o núcleo inicial do município e vinculado a uma fase importante da História de Cruzeiro. O prédio foi tombado pelo CONDEPHAAT em 24 de setembro de 1969, sendo considerado monumento histórico de São Paulo. A sua construção data de 1840, com dois andares, feito de taipa e alvenaria em estilo colonial, possuindo amplas janelas, terreiro de secar café e pomar.
O "Major Novaes" patrono do Museu, foi um cafeicultor do século XIX que gozou de grande fortuna e de prestígio na região e junto à família imperial, de tal maneira que se tornou compadre do Imperador D. Pedro II. O café produzido na fazenda, de marca "Coroa" era usado por toda família imperial. Mesmo no exílio na França, escreveram ao Major Novaes pedindo mais sacas do saboroso café produzido na fazenda Boa Vista.
A direção do Museu, está a cargo de Vicente de Paulo Vale, que o exerce com competência e abnegação, juntamente com suas funções de Secretário da Cultura, Esportes e Turismo de Cruzeiro. Conta com uma equipe de funcionários atenciosos e dedicados que mantém em ordem os documentos classificados e organizados, de forma a atender os usuários com rapidez e presteza."
Esse texto foi tirado do site http://www.valedoparaiba.com/terragente/museu/museus/cruzeiro.htm ,
Um site bem ministrado e comprometido com a história do Vale!!
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Essa é a informação necessária para entender a importância desse "Guardião da memória". Bem, e agora me pergunte, como esta esse museu hoje?
E eu te respondo... - CAINDO AOS PEDAÇOS!
A falta de apoio e a luta entre município e estado deixam nosso guardião cada vez mais debilitado. O prédio foi interditado pelo perigo iminente de queda, seus móveis e artefatos históricos singulares que foram furtados ou estão sendo consumidos pelo força do tempo, infestação biológica (cupim, ratos, morcegos, abelhas e formigas) e vandalismo.
A situação nunca foi tão ruim. O prédio pode desmoronar e com ele enterrar definitivamente grande parte da história do Vale do Paraíba.
A luta contra o tempo é acirrada, de um lado poucos defensores do Museu, que precisam de tudo um pouco, e do outro as eventualidades que poderiam ser evitadas justamente por quem deveria cuidar do Museu!

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