Todas as noites e os momentos que me incomodaram, todos refletiam apenas uma única inquietação. E deles apenas respostas incompletas foram à comum variante.
Não consigo pensar em um uno, um indivíduo completo, justificar parece tão abstrato, como se eu enxergasse toda a resposta, mas não tivesse ferramentas para construir o que vejo de maneira homogênea de fácil entendimento.
Minha ignorância me incomoda bem mais do que deve aos demais, isso eu jamais duvidaria. Talvez em páreo sentimento ao que sinto por ter tanta preguiça e acomodação, conformação por saber o que creio saber e pela pena global que sinto. Humildemente assumo minha miséria, e minha pouca ciência, e exponho minha ganância por saber e minha inesgotável submissão a busca e ao descompromisso com o próprio saber em si.
É lamentável, minha posição, afirmo. Mas é ainda mais deplorável meu comportamento. Lastimável. Nunca fui merecedora do que me foi oferecido e lamento ainda mais por isso, mas quando a imperfeição mostrou sua face, recusei me assemelhar a ele, com se o meu discurso nada valesse. Eu me colocava em uma margem ainda mais de coitada. Era gananciosa o suficiente para sobreestimar minha miséria, e entre todas as minhas lamentações, essa foi a campeã.
Chegar a conclusão de que o homem é um trinca aberta foi a mais fácil, então justificar tal afirmação deveria ser mais desafiador. Talvez alcançar a resposta me redimisse de minha miserável negação. Então cheguei a traçar três belos caracteres distintos humanos: sua alma, sua mente e seu coração.
A parte inconsciente, que já esta predisposta a uma formação
Uma inconstante racional , consciente de sua existência, que é mutável pela sua própria existência.
O intuitivo, contra o principio do segundo, intenso.
O meio do conflito é o corpo, primeiramente, para entendermos a capacidade da interação entre os dois caracteres tomaremos o meio como não fluente nas relações. Alma, mente e coração, as possibilidades emanassem dos atos das escolhas feitas pelo conflito entre duas delas.
O conflito criado entre o caracter inconsciente programado e o consciente moldável racional resulta no caráter do ser, a personalidade. O primeiro também tem essa relação com o caracter intuitivo e irracional, que remete as relações extras pessoais, em relacionamentos. E por ultimo os últimos dois casos em que pode não pude formular de fato qual campo ele se trata , talvez a fé, a honra, obediência...
O primeiro caso não parece trazer incompatibilidade, nada tão preocupante como nos outros dois. Naturalmente não seriam diferentes, os dois caracteres são opostos por si, e acarretam por isso uma possibilidade em conflitos de loucura.
Os quadros são animadores, mas não me parece seguir o rumo desejável. Eu pareço trilhar o sentido para a perdição em vez de trilhar o caminho para casa. Ainda mais por que pareço perguntar através das respostas, e não baseando em duvidas.
Mas ainda sim, me parece fundamentável essa linha de raciocínio. E ainda não coloquei na equação o fator ambiental (corpo) a questão do sangue que me parece incrivelmente maravilhoso.
Não sei se posso acreditar no sentido do sangue como uma alma, ou como uma página em branco onde escrevo minha história. Mas o sangue me parece ser o centro de tanta inquietação. O sangue é mais denso do que a água, e a água é o elixir da vida.
E se o corpo fosse um fator + e o sangue - ? Talvez, ou talvez não...
É muito difícil simplificar em duas palavras um caráter, talvez seja ai em que peco, resumir isso a tão pouco, mas parece encaixar tão bem nas respostas.
E tudo começa com um fim. É com isso com o que conto.